
Após meses de preparativos, enfim, tinha chegado o dia. O inimigo iria atacar. O Líder teria que ser abatido. Sendo assim, o ataque exigiria: precisão, pois, não haveria segunda chance; brutalidade, para que abalasse o moral de seus adeptos; discrição, para não deixar rastros; e muito idealismo radical, porque, não existe razão em se derrubar um regime se você não tiver uma boa proposta para justificar o predomínio do seu.
Portanto, era chegada a hora. O alvo estava no ponto de ataque. Sobre o ponto de ataque é bom ressaltar que era uma mesa que ele passava todas às tardes, praticando todas as coisas fúteis que um cidadão poderia aprender. Era da tal mesa que ele despachava a papelada; era nela que elaborava a tomada e manutenção do poder; sobre ela ficava as grandes obras que um Líder deveria e consultar, que no caso dele era apenas uma: Maquiavel; e era ao redor da mesa que se sentavam seus seguidores. Sendo assim, não precisou de muitas sondagens por parte dos inimigos, por que era óbvio que a qualquer hora do dia que resolvessem atacá-lo bastaria ir a tal mesa da cantina que ele estaria lá.
Logo, por volta das 16 horas, o Líder já se encontrava exausto, os despachos e negociações em idioma universal o haviam saturado. Era preciso, repor as energias – pessoalmente, eu achava um desperdício gastar carboidratos e proteínas com um indivíduo daquele. Afinal de contas, ele iria desperdiçá-las mais tarde com alguma causa irrelevante, mas tudo bem...
Como nele tudo era excêntrico e irreverente, era de se esperar que suas fontes de carboidratos e proteínas fossem a sua altura, nada de salgados e refrigerantes, doces e sucos prontos, tinha que ser uma combinação típica de um Líder. A dele era a junção de biscoitos do pacote amarelo e bebida a base de extrato de guaraná e elementos da Amazônia – legal, afinal, como tudo com ele tinha que ser detalhado, se fosse de outra Amazônia não serviria, tinha que ser da Amazônia Legal. Pois, ele tinha consciência de que para se legalizar algo se exigia processos, e processos eram burocráticos. Era isso que ele adorava.
Sendo assim, o Líder se dirigiu a fila. Detalhe, mesmo sendo um Líder, um homem da mais alta importância, ele gostava de enfrentar filas, não por humildade, mas pelo fato de fila ser sinônimo de burocracia. Resultado, para ele era um prazer enfrentar filas, e não um gesto nobre de um Líder.
O plano de assassinato consistia em substituir a bebida da Amazônia Legal por um refrigerante. De preferência Coca-Cola, que tinha a cor da revolução: vermelha.
Se o líder era idealista, seu inimigo não ficava para trás. Era da sua altura. Cada um deles representando sua ideologia, com seu programa social e modo de vida lutavam pelo predomínio global. Tudo bem que, a ideologia do Líder era um pouco confusa e contraditória, pregava um Mundo, digamos, meio monótono e retrógrado, pois há décadas o código Morse havia sido superado e nunca o idioma universal foi reinvidicado pelas massas. O que as massas gostavam a sua ideologia reprovava. A Nova Sociedade do Líder teria de ser sóbria, esperantista, burocrática, e saudosista, o oposto da realidade da massas...
Mas voltando à fila, chegara à vez de o Líder adquirir sua refeição. Até o momento, o inimigo não tinha levantado suspeitas. O balconista havia pactuado com o inimigo. Tinha se vendido não por dinheiro ou afinidade ideológica com o grupo opositor, mas por que não aquentava ver o Líder naquela rotina.
Para ele era uma tortura ver o Chefe da Revolução agonizar naquela rotina de despachos e articulações. Para o balconista aquele modos eram típicos de insanos. Para ele era perda de tempo todos aqueles modos, ele não conseguia compreender que eram “aqueles modos’’ eram que iria lhe tirar do balcão e inserir-lo em uma Nova Sociedade. Porém, para ele tanta fazia se a sociedade vigente ou Nova Sociedade iriam tomar o poder. O que ele queria era apenas acabar com os “ despachos” e reuniões doutrinárias na porta de seu local de trabalho.
Os sacrifícios e esforços do Líder para ele deveriam ser tratados como desvios de caráter, passíveis de tratamento ou ajuda especializada. Portanto, foi por isso que ele se propôs a participar da ação. O jovem balconista acreditava estar ajudando a ‘’ curar ‘’ o Líder. Para ser ter uma noção do espanto do balconista em relação à vida do Líder, bastou o inimigo dizer que o alvo era alérgico a refrigerante, que sua indignação explodiu. De acordo com ele, era preciso dar um basta àquela situação. Chega!!! Ele precisa de ajuda !!! O que eu tenho que fazer para ajudá-lo ???...
Porém fica para a próxima...
Portanto, era chegada a hora. O alvo estava no ponto de ataque. Sobre o ponto de ataque é bom ressaltar que era uma mesa que ele passava todas às tardes, praticando todas as coisas fúteis que um cidadão poderia aprender. Era da tal mesa que ele despachava a papelada; era nela que elaborava a tomada e manutenção do poder; sobre ela ficava as grandes obras que um Líder deveria e consultar, que no caso dele era apenas uma: Maquiavel; e era ao redor da mesa que se sentavam seus seguidores. Sendo assim, não precisou de muitas sondagens por parte dos inimigos, por que era óbvio que a qualquer hora do dia que resolvessem atacá-lo bastaria ir a tal mesa da cantina que ele estaria lá.
Logo, por volta das 16 horas, o Líder já se encontrava exausto, os despachos e negociações em idioma universal o haviam saturado. Era preciso, repor as energias – pessoalmente, eu achava um desperdício gastar carboidratos e proteínas com um indivíduo daquele. Afinal de contas, ele iria desperdiçá-las mais tarde com alguma causa irrelevante, mas tudo bem...
Como nele tudo era excêntrico e irreverente, era de se esperar que suas fontes de carboidratos e proteínas fossem a sua altura, nada de salgados e refrigerantes, doces e sucos prontos, tinha que ser uma combinação típica de um Líder. A dele era a junção de biscoitos do pacote amarelo e bebida a base de extrato de guaraná e elementos da Amazônia – legal, afinal, como tudo com ele tinha que ser detalhado, se fosse de outra Amazônia não serviria, tinha que ser da Amazônia Legal. Pois, ele tinha consciência de que para se legalizar algo se exigia processos, e processos eram burocráticos. Era isso que ele adorava.
Sendo assim, o Líder se dirigiu a fila. Detalhe, mesmo sendo um Líder, um homem da mais alta importância, ele gostava de enfrentar filas, não por humildade, mas pelo fato de fila ser sinônimo de burocracia. Resultado, para ele era um prazer enfrentar filas, e não um gesto nobre de um Líder.
O plano de assassinato consistia em substituir a bebida da Amazônia Legal por um refrigerante. De preferência Coca-Cola, que tinha a cor da revolução: vermelha.
Se o líder era idealista, seu inimigo não ficava para trás. Era da sua altura. Cada um deles representando sua ideologia, com seu programa social e modo de vida lutavam pelo predomínio global. Tudo bem que, a ideologia do Líder era um pouco confusa e contraditória, pregava um Mundo, digamos, meio monótono e retrógrado, pois há décadas o código Morse havia sido superado e nunca o idioma universal foi reinvidicado pelas massas. O que as massas gostavam a sua ideologia reprovava. A Nova Sociedade do Líder teria de ser sóbria, esperantista, burocrática, e saudosista, o oposto da realidade da massas...
Mas voltando à fila, chegara à vez de o Líder adquirir sua refeição. Até o momento, o inimigo não tinha levantado suspeitas. O balconista havia pactuado com o inimigo. Tinha se vendido não por dinheiro ou afinidade ideológica com o grupo opositor, mas por que não aquentava ver o Líder naquela rotina.
Para ele era uma tortura ver o Chefe da Revolução agonizar naquela rotina de despachos e articulações. Para o balconista aquele modos eram típicos de insanos. Para ele era perda de tempo todos aqueles modos, ele não conseguia compreender que eram “aqueles modos’’ eram que iria lhe tirar do balcão e inserir-lo em uma Nova Sociedade. Porém, para ele tanta fazia se a sociedade vigente ou Nova Sociedade iriam tomar o poder. O que ele queria era apenas acabar com os “ despachos” e reuniões doutrinárias na porta de seu local de trabalho.
Os sacrifícios e esforços do Líder para ele deveriam ser tratados como desvios de caráter, passíveis de tratamento ou ajuda especializada. Portanto, foi por isso que ele se propôs a participar da ação. O jovem balconista acreditava estar ajudando a ‘’ curar ‘’ o Líder. Para ser ter uma noção do espanto do balconista em relação à vida do Líder, bastou o inimigo dizer que o alvo era alérgico a refrigerante, que sua indignação explodiu. De acordo com ele, era preciso dar um basta àquela situação. Chega!!! Ele precisa de ajuda !!! O que eu tenho que fazer para ajudá-lo ???...
Porém fica para a próxima...



