
Com o desenvolvimento do capitalismo,podemos observar um fenômeno de padronização das coisas; se fosse possível uma aplicação da seleção natural para as idéias e concepções culturais, já veríamos que ela já cumpriu seu papel,e aquilo que melhor se adatpava aos diferentes meios progrediu de tal maneira que foi se alastrando e se mimetizando em determinadas realidades,cujo resultado foi a supressão de certos aspectos regionalísticos,que se tornaram marginalizados por grande parte do que foi absorvido pelas novas práticas dominantes.
Foi-se o tempo dos alfaiates e das roupas sob encomendas(salvo alguns resquícios da antiga organização social,que se mostram marginalizados,(como já foi dito) e que tendem a minguar cada vez mais.[ainda bem que existem os museus] ).Hoje em dia,com o triunfo da sociedade burguesa,super aceleração nos processos de logística, e do consequente fenômeno de integração global,uma onda padronizante vem fazendo com que as pessoas e as coisas passem a integrar um "movimento de normalidade";esse movimento vamos chamar de "moral burguesa".
Para nos aprofundamos nesses assuntos,faz-se necessária uma análise de alguns conceitos variáveis importantes para o estudo das sociedades:
Vamos considerar a "moral" propriamente dita como sendo o regulador e constragedor dos deveres do indivíduo perante ao corpo social;mais ou menos o ego freudiano.
E vamos considerar a "ética" como sendo o regulador e constrangedor dos deveres e atitudes do indivíduo perante sua própria consciência,ou "noção do bem e do mal".
Partindo-se da observação da correspondência dialética entre base geofísica e superestrutura sócio-ideológica em que a última é determinada e condicionada pela primeira em sociedades isoladas,e após o derrubamento das fronteiras resultante dos fenômenos de globalização necessários para o desenvolvimento característico da sociedade burguesa onde a base geofísica perderá sua função definidora primária e passará por escrutínio das novas instituições ideológico-culturais dominantes que definirão sua nova função na realidade social,podemos afirmar que:
Os limites éticos são resultantes de uma interação e integração da moral do meio e dos limites éticos que absorvemos quando somos submetidos aos tipos de educação.
Da mesma forma que exitem forças que constrangem e regulam as atitudes humanas(são essas forças que diferenciam o homo-Sapiens das demais espécies), há forças instintivas e irracionais que quando conflitam com os limites morais e a esses se sobressaem,caracterizam aquilo que vamos chamar de "egoísmo",e quando conflitam com os limites éticos e a esses se sobressaem,caracterizam o que vamos chamar de "covardia",mas que também pode caracterizar uma "inescrupulosidade".
Quando os limites éticos são submetidos à avaliação de uma moral estranha á sua natureza em uma dada sociedade burguesa,podemos observar como fenômeno resultante um "estranhamento cultural",que por sua vez pode desencadear em "marginalização",ou em outros casos,"deslumbramento" em relação ao novo. O fator definitivo entre esses dois últimos fenômenos será estabelecido na sociedade globalizada pela necessidade do meio geofísico que será determinada pela superestrutura sócio-ideológica dominante,e nas sociedades isoladas esse fator será definido pelas necessidades decorrentes das características próprias do meio geofísico.
O atual modelo de sociedade burguesa se baseia em contradições,mas marginaliza o estranho:
Imagine o quão bom seria um mundo onde todas as pessoas pudessem gozar do mesmo padrão de vida dos lares de classe média estadunidenses,podendo desperdiçar aquelas toneladas de alimentos e material reaproveitável que só um típico cidadão expoente da cultura dominante fosse capaz de fazer.Só imagine mesmo,porque isso nunca ocorrerá por uma questão simples de matemática:Não há recursos suficientes no planeta para suprir a essa demanda.Estudos realizados por organizações internacionais apontam que apenas para suprir as demandas dos consumidores estadunidenses pelos próximos 100 anos seriam necessários 3 planetas terra em recursos;nem precisa dizer em detrimento de quê o padrão de vida da sociedade burguesa está se mantendo.
A revista "Forbes",em suas últimas publicações, aponta 3 pessoas se revezando no posto de pessoa mais rica do mundo nos últimos anos.O movimento de padronização que se manifesta na ideologia fundamental para a manutenção da sociedade burguesa faz com que a atitude normal das pessoas seja a de desferir admiração a essas pessoas e/ou a seus feitos.Outros estudos mostram que o dinheiro dessas pessoas somadas formam um montante maior que o pib anual somado das 48 nações mais pobres,e que 6% das riquezas da terra seriam capazes de suprir as necessidades básicas de todas as pessoas abaixo da linha da pobreza.
Uma pessoa dentro dos padrões estabelecidos pela sociedade burguesa,ao ler essas sobre desigualdade espantaria-se a princípio,mas logo seguiria sua rotina;um jovem adolescente rebeldee e confuso com a realidade,quando se visse acordado para os problemas sociais do mundo,deixaria seu cabelo crescer,ou usaria roupas fora dos padrões estéticos estabelecidos pela sociedade burguesa e depois certamente iria ouvir alguma música produzida pela sociedade burguesa destinada a adolescentes e jovens rebeldes e confusos que representam um mercado magnífico para as indústrias interessadas que passam por essa fase em suas vidas,mas logo se encontram quando a necessidade de conseguir dinheiro se torna mais importante para a sobrevivencia na sociedade burguesa que a difusão de seus ideiais rebeldes que logo são esquecidos.Um revolucionário certamente buscaria se informar mais a fundo acerca das orígens e da natureza das desigualdades características da estrutura social burguesa,a fim de encontar rachaduras e fraquezas em seu alicerce que posteriormente pudessem contribuir para o desmoronamento da estrutura organizacional da sociedade burguesa.
Vamos considerar como sendo "revolucionário" aquele indivíduo no qual a superestrutura ideológica da sociedade que antecedera ao advento do fenômeno ideológico-globalizacional não foi marginalizada pela onda padronizante característica do advento nova cultura dominante(comrrigir ou complementar isso.)
Como o revolucionário ,enquanto integrante do corpo social não cumpriu com sua primeira obrigação para com o regime burguês que era de aderir ao movimento padronizante,o próprio revolucionário que se recusa a aderir ao sistema passa a ser marginalizado pela convenção que forma o mesmo.Vejamos um exemplo:
Na década de 20,A coluna prestes foi um fenômeno que marchou pelo interior do Brasil com o intuito de derrubar o presidente Arthur Bernardes e estabelecer um governo que fosse capaz de acabar com as desigualdades sociais.Poucos anos mais tarde,tendo observado que o grande problema não era o sistema de governo,mas a estrutura social,Luís Carlos Prestes e a coluna buscaram o exílio e passaram a pensar em diferentes maneiras de combater o sistema que julgavam ser o mal maior.(continua.cansei por hoje!)








Nosso blog também conta com um especialista em contar histórias:Forrest Gump.Após passar a experiência única de passar três anos e meio correndo atrás do amor de Jenny,esse colunista especial dedica sua vida ao trabalho de falar de tudo que ele vê pelas ruas,e por todos os outros lugares por onde passa.Esse homem não tem papas na língua e trabalhará como nosso reporter de rua,procurando sempre algo inusitado,surpreendente,sempre pronto a denunciar as coisas erradas e elogiar o que tem de bom,com sua análise sensata e imparcial,que mostrará a realidade dos fatos,sem medo da verdade!!!

Os tópicos com anúncios,marketing e peopaganda em geral contarão com a presença do cara.Isso basta.Pois já dizia o grande filósofo:
Caco Antibes é um morador da região central da cidade de São Paulo, mais precisamente do Largo do Arouche. Pertencia à classe média alta mas foi uma das vítimas do Plano Real e hoje mora na Pondaíba.
Anda fora da linha e deixa esse cara ficar sabendo pra você ver o que acontece.
Porque para ser jornalista nao precisa mais de diploma de curso superior

